quinta-feira, 15 de março de 2012

Jardim Municipal de Beja - s.d. - Coreto


«O Jardim Público ... instituído por iniciativa de um comandante do regimento, o tenente-coronel António de Oliva e Sousa, a partir da antiga cerca do Convento de S. Francisco (...) começou a ser reformulado em "passeio público" à la française apenas em 1914. Mas em 1918, num período em que já eram regulares os concertos musicais da banda militar, parecia, segundo [o jornal] O Porvir, bastante abandonado: "Parece mais uma charneca do que um jardim! Ainda agora estamos no princípio do verão e já as árvores e as flores ali agonizam com falta de água!"; e ainda se criticava o novo horário, "os concertos passaram para meio da tarde, quando está muito calor, ninguém vai". Mas o reparo teve eco e, na década de 20, o jardim foi alvo de grandes trabalhos: em Junho de 1926, foram concluídas as obras de modernização, incluindo a escadaria de acesso, calcetamento dos passeios, ligação dos talhões e construção do lago. Mas muitas destas realizações (...) foram arrasadas pelo ciclone de Fevereiro de 1941, e foi o arranjo posterior que lhe deu a traça com que chegou ao início do novo século.» (Constantino Piçarra e Rui Mateus, Beja, Roteiros Republicanos, QuidNovi, 2010, p.74)

segunda-feira, 12 de março de 2012

Beja dentro de muralhas - 1931 - Rua das Lojas


«... a Rua das Lojas. Em 1931 o [jornal] O Porvir escrevia que ela "era noutro tempo um verdadeiro empório comercial mas com a montagem de estabelecimentos nas aldeias mais importantes do concelho, foi-se reduzindo pouco a pouco o movimento da referida rua. E agora, mercê de conhecidos factores, (...) parece um ermo, quando antigamente era concorrida e animada, pois de perto de vinte estabelecimentos que possuía não restam senão meia dúzia deles, que irão desaparecendo também à medida que os seus proprietários forem falecendo, vitimados pela terrível doença da contribuiçonite, o terrível flagelo do comércio e da indústria nacionais." (referindo-se às exigências do então ministro das Finanças, Oliveira Salazar, obrigando a pagar, de imediato, ou a fecharem as portas, todas as contribuições em atraso). Mas, aparentemente, esta artéria da cidade hoje alvo de semelhante comentário, conseguiu atravessar cinco décadas do século XX mantendo a sua feição comercial. Portanto resistindo, adaptando-se.» (Constantino Piçarra e Rui Mateus, Beja, Roteiros Republicanos, QuidNovi, 2010, p.61)

sexta-feira, 9 de março de 2012

Soror Mariana Alcoforado - edição 1930


Cartas de amor ao cavalheiro de Chamily, Soror Mariana Alcoforado, 
Lisboa, Livraria Profissional, [193-]
(Clicar na imagem para ver a edição em PDF da Biblioteca Digital do Alentejo)

«Soror Mariana Alcoforado (1640-1723) nasceu, viveu e morreu em Beja. A ela são atribuídas as cartas endereçadas ao cavaleiro Chamilly, publicadas pela primeira vez em Paris com o título de Lettres Portugaises (1669), por Claude Barbin. No mesmo ano as cartas são publicadas em Colónia com o título Lettres d'amour d'une religieuse portugaise, informando que as cartas haviam sido traduzidas para o francês por Lavergne de Guilleraggues. Em 1810, Boissonade encontrou um manuscrito das cartas que atribuía a autoria das cartas a Mariana Alcoforado.
Apesar de toda a controvérsia e dúvida que envolve a autoria das cartas, a versão que se mantém é de que Soror Mariana, uma religiosa do Convento de Nossa Senhora da Conceição de Beja, se enamorou do Marquês de Chamilly (1636-1715), futuro marechal de França, aquando da sua estada em Portugal integrado nas tropas francesas que vieram ajudar na Guerra da Restauração. As cinco cartas endereçadas a este cavaleiro são de amor e suplica para que este a leve com ele para França.» (Resumo da obra - Biblioteca Digital do Alentejo)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Beja fora de muralhas - 2010 - Carroça na Ciclovia

Setembro 2010. Carroça estacionada na ciclovia de Beja junto aos hipermercados. Um molho de palha entalado nas árvores entretém o animal, enquanto os donos vão às compras.

Ver também.
- Carroça no parquímetro (Junho 2011)
- 'Engarrafamento' (Setembro 2011)

terça-feira, 6 de março de 2012

Convento da Conceição - finais do século XIX - Palácio dos Infantes (II)


Legenda: «Fachada da Igreja da Conceição e trazeiras do Palácio dos Infantes. Notar a nobre escadaria sextavado (sic.), do adro (destruída em 1893), as janelas e frestas rectangulares do corpo da Igreja e dos coros, transformadas em janelas ogivais, no decurso das obras de 1893-1896. Reparar também na forma anterior do remate da tôrre. (Fot. tirada antes das demolições iniciadas em 1893).»

Ver também:
 - Palácio dos Infantes (II)

sábado, 3 de março de 2012

Mercado de Beja - Março 2012



Um espaço onde ainda se podem comprar produtos das pequenas hortas urbanas e rurais que rodeiam a cidade de Beja. Apesar dos grandes hipermercados atraírem a maioria dos compradores com as suas facilidades de estacionamento, concentração da oferta e produtos frescos imaculados e brilhantes, falta-lhes, na maioria das vezes, o sabor, o cheiro e as histórias de quem os cultivou.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

D. Manuel Falcão - 1922-2012

«O “Bispo Vermelho”
D. Manuel Falcão, recentemente falecido, foi bispo em Beja, durante quarenta anos depois de ter sido bispo auxiliar do Patriarca de Lisboa durante oito anos. Na imprensa fez-se eco da sua acção repetindo de forma simplista o apodo que os seus inimigos lhe colaram, o de “Bispo Vermelho”. Verdadeiramente nunca o foi. O seu “curriculum” episcopal é longo e extraordinariamente fecundo. Acompanhei de longe o percurso do seu episcopado nestes quarenta e seis anos, mas recordo-o sobretudo nos primeiros quinze anos do seu sacerdócio em Lisboa.
O padre “sem teias de aranha no cérebro”, foi, para todos os que o conhecíamos, o primeiro a abrir “caminhos de modernidade” na sociologia religiosa, eliminando o “mito da cristandade” do discurso politico e religioso da época, revelando a diminuição catastrófica da frequência dos sacramentos na Diocese de Lisboa. Ajudou-nos a todos os que privávamos então com Ele a desmistificar os “horrores do socialismo” dos discursos salazarentos; nisto não foi certamente o único, mas foi a base da conduta posterior que lhe valeu o asco do conservadorismo nacional.
Lúcido, corajoso e sempre dialogante, fazendo pacientemente o seu trabalho, sem grandes alaridos, foi em primeiro lugar um extraordinário pastor de almas, mas também homem de ciência, sociólogo, jornalista, cultor do património e das artes, sempre alheio a confessionalismos estridentes e obtusos. As gerações que foram moldadas por Ele não o esquecem. Faz-nos muita falta.»  (Testemunho de José Luís de Matos, Historiador).

Sobre o trabalho de D. Manuel Falcão na conservação do património de Beja ver:


Arrabaldes de Beja - 2011 - Ramal de Moura

Ramal de Moura junto ao Bairro do Pelame, Novembro 2011.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Cine Teatro Pax Julia (III) - Anos 50/2012 - fachada Norte

Fachada Norte do Edifício do Teatro Municipal Pax Julia, Beja, Rua Conde da Boavista, anos 50 do século XX. 

Fachada Norte do Edifício do Teatro Municipal Pax Julia, Beja, Rua Conde da Boavista, Janeiro 2012.