domingo, 8 de janeiro de 2012

O Bejense - Janeiro 1862 - Morte do Infante D. João


O Bejense, 4 de Janeiro de 1862.

Notícia sobre a morte do infante D. João de Bragança, 8.º duque de Beja e o 24º condestável do Reino. Filho de D. Maria II de Portugal e de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha e Koháry, foi também duque de Saxe-Coburgo-Gotha; detentor da Grã-Cruz e Alferes das ordens militares de Cristo, Avis e S. Tiago da Espada; e ainda a Grã-Cruz da ordem de N. Sr.ª da Conceição e da Torre e Espada; Coronel do Regimento de Cavalaria n.º 2, Lanceiros da Rainha.

Terá morrido vitimado por uma doença infecto-contagiosa, a febre tifóide, pouco tempo depois dos seus irmãos D. Fernando e do rei D. Pedro V.
Esta sucessão de mortes criou na opinião publica o boato de que teriam sido envenenados e com receio de revolta no seio do Regimeno de Lanceiros, onde D. João era Comandante, este foi sepultado durante a noite, no maior dos segredos.

Infante D. João Duque de Beja
Imagem retirada do site do Regimento de Lanceiros 2.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Ermida de Sto. André (IV) - 1939


«Anexa à ermida funcionou uma gafaria (hospital de leprosos) - onde os doentes viviam isolados e afastados da população - extinta, presumivelmente no reinado de Filipe II, mas cujos edifícios se mantiveram, embora em estado de degradação , quase até meados do século XX (...)
As escavações arqueológicas realizadas [durante as obras da Polis] no adro da ermida permitiram o reconhecimento de um espaço sepulcral para um grupo de pessoas que padeciam de lepra e de afecções dermatológicas...» (Susana Correia; Beja. Caminhos do Futuro, BejaPolis, 2005, p.150) 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ermida de Sto. André (III) - Junho/Outubro 2011 - Obras de conservação

Ermida de Sto. André durante as obras de recuperação.
Vista interior da porta de entrada.

Azulejos na zona do altar

Caixa de Esmolas

Pia baptismal

«ERMIDA DE SANTO ANDRÉ - CONSERVAÇÃO DE ARQUITECTURA RELIGIOSA.
A obra de conservação deste imóvel terminou no passado mês de Outubro. Foram feitas obras essencialmente de drenagem das águas pluviais pois o edifício apresentava graves patologias de infiltrações. No decorrer das obras e das escavações que eram necessárias, foram encontrados 15 achados que atrasaram um pouco as obras. Tendo em conta que naquele local tinha havido uma antiga gafaria, seria natural que tal achados fossem descobertos... Irá ser restaurado o sino, que foi retirado da cobertura, os azulejos que existem no interior da Ermida, assim como o altar, a pia baptismal, a pequena caixinha de esmolas e as serralharias do exterior...» (Newsletter 02, InovoBeja, Dezembro 2011)

Para ver mais clicar:

domingo, 1 de janeiro de 2012

Aguadeiro de Beja - 1893

Na legenda pode ler-se "O photografado Justo do Carmo, 1º aguadeiro e fiscal interino do poço d'Aljustrel, em Beja, offerece à Exma. Camara Municipal para o seu museu."

Em finais do século XIX, princípios do século XX a distribuição de água ao domicílio em Beja era efectuada por aguadeiros, «que continuamente percorriam as ruas de Beja, na sua interminável tarefa, das fontes até às casas de cada um que, além do mais, os novos hábitos de higiene, nas classes mais ricas, começavam a exigir.
O seu esforço era muito, e pode pois compreender-se porque sempre tentavam negociar um pouco mais de ganho para lá do tabelado. A Câmara, claro, não o consentia, ... [e] estabelecia que "o custo de água despejada no sítio que o consumidor indicar, quer haja ou não escada para subir, é o seguinte: 10 litros ou uma talha $01 (um centavo), 20 litros ou duas talhas $01,5 (...) exceptuam-se os dias 9 a 15 de Agosto em que os preços poderão ser elevados ao dobro." (O Porvir, 16 de Junho 1917)»
(in Beja. Roteiros Republicanos, Constantino Piçarra e Rui Mateus, QuidNovi, 2010, p. 69)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

domingo, 25 de dezembro de 2011

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Monumento ao Prisioneiro Político Desconhecido - 2004/2011 - as deslocações

2004 - Praça Diogo Fernandes (vulgo 'Jardim do Bacalhau')
[Imagens retiradas do livro: Beja. Caminhos de Futuro, Beja Polis, 2005, p.108]

Maio 2009 - Praça Diogo Fernandes

Dezembro 2011- Largo D. Nuno Álvares Pereira.

O Monumento ao Prisioneiro Político Desconhecido deve ser o monumento da cidade de Beja que mais se desloca. Da autoria do escultor Jorge Vieira é inaugurado em Beja a 25 de Abril de 1994.
Em 2004, no âmbito do Programa Polis, foi transferido da rotunda de onde tinha sido inaugurado (presume-se) para a Praça Diogo Fernandes.
Em 2011, provavelmente no âmbito das obras que decorrem actualmente nesta zona da cidade, nomeadamente na Rua Capitão João Francisco de Sousa, o monumento é novamente transferido, desta vez para o Largo D. Nuno Álvares Pereira em frente à pousada de S. Francisco.
Ficará por aqui?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Beja Portas de Mértola (I) - Inícios século XX / 2011

Beja, Portas de Mértola. Inícios do século XX.

Beja, Portas de Mértola. Maio 2011.

«As 'Portas de Mértola' eram [nas primeiras décadas do século XX] o coração comercial da cidade. A passagem foi alargada (ainda tentaram derrubar os torreões, mas a sua firmeza venceu a fúria destruidora), permitindo uma maior intensidade na circulação de gentes e veículos...» (in Beja. Roteiros Republicanos, Constantino Piçarra e Rui Mateus, QuidNovi, 2010, p.61)

Beja - Anos 40


Vista Nordeste, anos 40, anterior a Julho de 1947, data em que o edifício da Câmara Municipal, que se vê na foto em cima e à direita, ardeu.
(para saber mais clicar -> incêndio nos Paços do Concelho)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Demolições no centro de Beja - finais do século XIX/ princípios do século XX

«Beja, como tantas localidades do nosso país nascido de sucessivas campanhas militares, foi, até meados da centúria de Oitocentos, uma praça-forte cintada por um anel de muralhas. Nesse tempo tinha ainda intactas as cinco portas medievais, que se fechavam ao toque das Avés-Marias e se abriam ao rumor das matinas. Por volta de 1840 começou a proceder-se à sua demolição, para se atender ao embelezamento do burgo e às necessidades dos habitantes que, então, se aglomeravam e exigiam espaço para a construção de novas moradias e para a dinamização da vida comercial. "A demolição de cerca de dez monumentos, na área das Portas de Mértola, entre 1863 e 1923(...) constituiu na altura uma verdadeira revolução urbana, levada a cabo pelo município, com o fechar de olhos do Governo, para regozijo das principais figuras endinheiradas da cidade [justificando] o sacrifício dos monumentos para o alargamento das ruas e feitura de largos (...) por causa do movimento intenso das 'alimárias' diziam." (Leonel Borrela, Diário do Alentejo, 20 de Outubro de 2006)» [in Constantino Piçarra e Rui Mateus, Beja. Roteiros Republicanos, QuidNovi, 2010, pp. 46-47]

Planta do centro de Beja no último quartel do século XIX (o tracejado indica zonas demolidas) : A-Mosteiro da Conceição, demolido entre 1893 e 1895; B - Hospício de Sto. António, demolido entre 1863 e 1886; C - Palácio dos Infantes, demolido em 1895; D- Casa do Corvos, demolida em 1892; E- Convento da Esperança, demolido em 1897; F - Igreja de S. João, demolida em 1919; H - Igreja de Sta. Maria; 1 - Adro da Conceição; 2- Largo do Duque de beja; 3 - Rua do Touro; 4 - Rua das Portas de Mértola; 5 - Rua da Fábrica; 6 - Rua do Ulmo; 7 - Largo de Sta. Maria; 8 - Rua da Torrinha; 9 - Largo de S. João; 10 - Rua de Santo António; 11 - Rua dos Sambranos (sic); 12 - Rua de Mértola; 13 - Rua da Branca; 14 - Rua da Biscaínha; 15 - Rua dos Açoutados; 16 - Rua da Esperança; 17 - Travessa do Cepo; 18 - Rua dos Infantes; 19 - Travessa da Audiência; 20 - Rua de João Conforte; 21 - Travessa do Padre Plácido; 22 - Rua das Ferrarias; 23 - Rua da Capelinha; 24 - Travessa do Carmo Velho (in Arquivo de Beja, vol. II, fasc. I e II, Jan-Jun, p. 190)

Planta do centro de Beja em meados do século XX: A- Museu Regional e Biblioteca Municipal de Beja (nos restos do Mosteiro da Conceição); B - Mercado Municipal, construído de 1895 a 1897; C- Igreja de Sta. Maria; D- Teatro Pax Julia; 1 - Rua da Conde da Boavista; 2 - Rua do Dr. Augusto Barreto; 3- Praça de Cândido dos Reis; 4 - Praça do Coronel Baptista; 5 - Portas de Mértola; 6 - Rua de Jacinto Freire de Andrade (aberta em 1939); 7 - Rua de Alexandre Herculano; 8 - Praça de Morais Sarmento; 9 - Rua do Ulmo; 10 - Rua do Dr. Manuel de Arriaga; 11 - Largo de 'O Porvir'; 12 - Travessa da Audiência; 13 - Rua de 5 de Outubro; 14 - Rua do Touro; 15 - Travessa do Cepo; 16 - Rua de Brito Camacho (antiga 'do Buraco'); 17 - Rua de Tomaz Vieira; 18 - Rua do Dr. António Macieira; 19 - Rua dos Sambranos (sic); 20 - Lanço da muralha e duas das torres das Portas de Mértola (in Arquivo de Beja, vol. II, fasc. I e II, Jan-Jun, p. 191)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Beja em cima de muralhas - 2011 - Traseiras do Lar Nobre Freire

Traseiras do Lar Nobre Freire, Setembro 2011. Vista do terraço da escola de música Clave do Sul, Ruas das Portas de Aljustrel.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

Serpa - 9 Dezembro 2011 - Música com Eduardo Paniagua

Eduardo Paniagua e Jorge Rozemblum no Teatro Cervantes, na “La Noche en Blanco” de Málaga, 14 de Maio de 2011. Por cortesia de Daniel Pérez / Teatro Cervantes

Eduardo Paniagua
Músicas de um maestro para descobrirmos as raízes da nossa cultura
Próximas actuações em Portugal:
- Musibéria (Serpa), sexta-feira 9 de dezembro, 21:30 . 5 €
- Museo de Arte Antigua de Lisboa, sábado 10 de dezembro, 21:30 . Entrada livre até a lotação do espaço.

Nestas duas datas portuguesas Eduardo apresentará um programa muito variado com músicas das históricas Três Culturas, a modo de panorâmica dos sons do medievo ibérico. Será na companhia de dois dos seus más habituais colaboradores dos últimos anos: o judeu argentino com raízes na Bessarábia (Leste da Europa), Jorge Rozemblum, e o multi-instrumentista sudanês Wafir Shaikheldin.

sábado, 3 de dezembro de 2011

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Beja dentro de muralhas - 2011 - Fachada do antigo Hospital da Misericórdia

Fachada do antigo Hospital da Misericórdia, Novembro 2011.

Hoje é a última vez que se comemora com um feriado o dia da Restauração da Independência, ocorrido a 1 de Dezembro de 1640.
Espera-se que o desaparecimento de feriados históricos não empobreça ainda mais a memória histórica dos portugueses ...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Estádio Municipal de Beja - 2011

(Clicar para ver ampliado)
Setembro 2011 - aspecto do Estádio Municipal de Beja Eng. José Frederico Ulrich  cerca de 58 anos depois da sua inauguração.