sexta-feira, 9 de março de 2012

Soror Mariana Alcoforado - edição 1930


Cartas de amor ao cavalheiro de Chamily, Soror Mariana Alcoforado, 
Lisboa, Livraria Profissional, [193-]
(Clicar na imagem para ver a edição em PDF da Biblioteca Digital do Alentejo)

«Soror Mariana Alcoforado (1640-1723) nasceu, viveu e morreu em Beja. A ela são atribuídas as cartas endereçadas ao cavaleiro Chamilly, publicadas pela primeira vez em Paris com o título de Lettres Portugaises (1669), por Claude Barbin. No mesmo ano as cartas são publicadas em Colónia com o título Lettres d'amour d'une religieuse portugaise, informando que as cartas haviam sido traduzidas para o francês por Lavergne de Guilleraggues. Em 1810, Boissonade encontrou um manuscrito das cartas que atribuía a autoria das cartas a Mariana Alcoforado.
Apesar de toda a controvérsia e dúvida que envolve a autoria das cartas, a versão que se mantém é de que Soror Mariana, uma religiosa do Convento de Nossa Senhora da Conceição de Beja, se enamorou do Marquês de Chamilly (1636-1715), futuro marechal de França, aquando da sua estada em Portugal integrado nas tropas francesas que vieram ajudar na Guerra da Restauração. As cinco cartas endereçadas a este cavaleiro são de amor e suplica para que este a leve com ele para França.» (Resumo da obra - Biblioteca Digital do Alentejo)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Beja fora de muralhas - 2010 - Carroça na Ciclovia

Setembro 2010. Carroça estacionada na ciclovia de Beja junto aos hipermercados. Um molho de palha entalado nas árvores entretém o animal, enquanto os donos vão às compras.

Ver também.
- Carroça no parquímetro (Junho 2011)
- 'Engarrafamento' (Setembro 2011)

terça-feira, 6 de março de 2012

Convento da Conceição - finais do século XIX - Palácio dos Infantes (II)


Legenda: «Fachada da Igreja da Conceição e trazeiras do Palácio dos Infantes. Notar a nobre escadaria sextavado (sic.), do adro (destruída em 1893), as janelas e frestas rectangulares do corpo da Igreja e dos coros, transformadas em janelas ogivais, no decurso das obras de 1893-1896. Reparar também na forma anterior do remate da tôrre. (Fot. tirada antes das demolições iniciadas em 1893).»

Ver também:
 - Palácio dos Infantes (II)

sábado, 3 de março de 2012

Mercado de Beja - Março 2012



Um espaço onde ainda se podem comprar produtos das pequenas hortas urbanas e rurais que rodeiam a cidade de Beja. Apesar dos grandes hipermercados atraírem a maioria dos compradores com as suas facilidades de estacionamento, concentração da oferta e produtos frescos imaculados e brilhantes, falta-lhes, na maioria das vezes, o sabor, o cheiro e as histórias de quem os cultivou.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

D. Manuel Falcão - 1922-2012

«O “Bispo Vermelho”
D. Manuel Falcão, recentemente falecido, foi bispo em Beja, durante quarenta anos depois de ter sido bispo auxiliar do Patriarca de Lisboa durante oito anos. Na imprensa fez-se eco da sua acção repetindo de forma simplista o apodo que os seus inimigos lhe colaram, o de “Bispo Vermelho”. Verdadeiramente nunca o foi. O seu “curriculum” episcopal é longo e extraordinariamente fecundo. Acompanhei de longe o percurso do seu episcopado nestes quarenta e seis anos, mas recordo-o sobretudo nos primeiros quinze anos do seu sacerdócio em Lisboa.
O padre “sem teias de aranha no cérebro”, foi, para todos os que o conhecíamos, o primeiro a abrir “caminhos de modernidade” na sociologia religiosa, eliminando o “mito da cristandade” do discurso politico e religioso da época, revelando a diminuição catastrófica da frequência dos sacramentos na Diocese de Lisboa. Ajudou-nos a todos os que privávamos então com Ele a desmistificar os “horrores do socialismo” dos discursos salazarentos; nisto não foi certamente o único, mas foi a base da conduta posterior que lhe valeu o asco do conservadorismo nacional.
Lúcido, corajoso e sempre dialogante, fazendo pacientemente o seu trabalho, sem grandes alaridos, foi em primeiro lugar um extraordinário pastor de almas, mas também homem de ciência, sociólogo, jornalista, cultor do património e das artes, sempre alheio a confessionalismos estridentes e obtusos. As gerações que foram moldadas por Ele não o esquecem. Faz-nos muita falta.»  (Testemunho de José Luís de Matos, Historiador).

Sobre o trabalho de D. Manuel Falcão na conservação do património de Beja ver:


Arrabaldes de Beja - 2011 - Ramal de Moura

Ramal de Moura junto ao Bairro do Pelame, Novembro 2011.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Cine Teatro Pax Julia (III) - Anos 50/2012 - fachada Norte

Fachada Norte do Edifício do Teatro Municipal Pax Julia, Beja, Rua Conde da Boavista, anos 50 do século XX. 

Fachada Norte do Edifício do Teatro Municipal Pax Julia, Beja, Rua Conde da Boavista, Janeiro 2012.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Edifício adjacente à Igreja de Sta Maria em obras - Fevereiro 2012 - Painel de azulejos da Capela de N.Sra. do Rosário (II)

(Clicar na imagem para ver mais ampliado)

Ao fim de cerca de seis meses, as obras do edifício anexo à Igreja de Sta Maria continuam. Este edifício conhecido por 'edifício da Caixa Geral de Depósitos', da autoria do Arquitecto Pardal Monteiro, foi (re)construído no local da antiga Capela de Nossa Senhora do Rosário. Da capela original restam alguns azulejos. Antes das obras existiam dois grandes painéis de azulejos, um de cada lado de quem entrava. Em Agosto do ano passado, verificou-se que já só existia um deles (o da direita) e que o outro tinha sido removido, encontrando-se a parede picada no local.  
Esta semana, numa breve espreitadela ao local verificamos que não só o painel 'desaparecido' não foi recolocado, como a parede já foi alisada...
Onde pára este pedaço de património da cidade de Beja? Vendido a metro ou à espera de ser recolocado...?

Fevereiro 2012. Sala da entrada do edifício anexo à Igreja de Sta. Maria de Beja.

Beja dentro de muralhas - Capela de N. Sra. do Rosário contígua à Igreja de Sta. Maria (II)

 

"Antiga vista da Igreja de Santa Maria da Feira, anterior à construção de um edifício para a Caixa Geral de Depósitos. Por efeito desta infeliz edificação desapareceram o 'passo' e a Capela de Nossa Senhora do Rosário, ficando a face principal da torre oculta até cêrca de um terço da altura.
O que mostra o aspecto de uma torre de base rectangular bastante alongada é o conjunto de duas torres de base quadrada, uma adossada à outra. A da frente pertence ao município; a outra, mais antiga, de aparelho heterogéneo (silhares, alvenaria e tijolo - um daqueles com lavores visigóticos) e menos segura, é a do templo. Entre elas e a Igreja havia uma diminuta travessa, mais tarde convertida em celeiro camarário, depois em quintal e ainda depois na Igreja do Rosário, da qual o presente mau edifício da C. G. de Depósitos mantém no interior os primitivos azulejos policromos.
Em Março de 1922 correu o boato de que ia ser demolida a torre de Santa Maria, por ter sido cedida à C. G. de Depósitos a capela do Rosário com a sacristia e mais dependências - a tôrre, o 'passo', etc., mas a Câmara provou que a torre era propriedade sua no 'Tombo' dos Bens do Município, acha-se o seguinte registo:
'Torre dos sinos - Há uma torre quadrada, toda de pedraria com seu sino do Relógio que está dentro da mesma torre, no alto dele estão as armas da cidade que é a cabeça de um touro, e por cima dela estão as armas reais, tem esta torre sua serventia por uma porta que está no Terreiro de Santa Maria da parte do poente e por uma escada que está lançada no vão de outra torre mais pequena e encostada a esta em que estão os sinos da Igreja de Santa Maria e o sino de correr da cidade e a escada tem 40 degraus.'
O sino municipal que tem servido para o relógio e para os rebates de incêndio, é um raro exemplar quatrocentista..."
(Imagem e texto in: Arquivo de Beja, vol. III, fasc. I-II, 1946, p.163)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Beja dentro de muralhas - 2012 - Escavações na Rua da Moeda (II)

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Fevereiro 2012, vista das escavações arqueológicas a decorrer nas traseiras dos edifícios do Conservatório Regional de Beja, das Finanças e dos Serviços Técnicos da Câmara. Para saber mais sobre este projecto consultar a página -> Arqueologia nas Cidades de Beja.

Ver ainda:

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Trilho Geológico - 2011 - Jardim Público de Beja







Jardim Público de Beja, Janeiro 2012.

O LNEG e o Município de Beja inauguraram o Trilho Geológico no Jardim Público de Beja

    Foi inaugurado em Setembro de 2011 no Jardim de Beja.
«Planeado como um projecto de divulgação das geociências junto do grande público e das escolas, o Trilho Geológico contempla fragmentos da história geológica do sul de Portugal, nos últimos 1000 milhões de anos, desde o Neoproterozóico até à actualidade.
Ao longo de 200 m e utilizando uma escala onde cada metro percorrido equivale a 5 milhões de anos, observam-se as principais formações rochosas do Alentejo, de entre as quais se assinalam o minério de cobre de Neves Corvo, o mármore de Trigaches, apresentado nos “Cubos do Tempo”, o xisto de Barrancos, o arenito carbonatado de Alfundão com fósseis de Ostras e o gabro de Beja. As rochas foram recolhidas nas regiões de Barrancos, Beja, Castro Verde, Cercal, Ferreira do Alentejo, Grândola, Mértola, Santiago do Cacém e Vidigueira. Painéis informativos complementam o trilho, assinalando outros aspectos geológicos da região (os principais jazigos minerais metálicos e não metálicos; os vulcões antigos; as jazidas de fósseis) e a paleogeografia das distintas Eras geológicas, realçando continentes e mares que existiram no passado.
O Jardim Público de Beja é um local de referência da cidade, sendo utilizado essencialmente para lazer. As potencialidades do espaço permitem a sua valorização através de projectos de Ciência e Cultura, como o do Trilho Geológico. O LNEG contribui assim para a divulgação científica das geociências, promovendo o rico património natural do país, um exemplo de geodiversidade a nível europeu.
O projecto Trilho Geológico, incentivado pela Câmara Municipal de Beja, é parceiro do programa europeu Atlanterra (INTERREG, Espaço Atlântico) e conta com a colaboração dos Serviços Geológicos da Irlanda, do Geoparque Copper Coast e do Parque Castlecomer.» (http://www.lneg.pt/divulgacao/eventos/300)

 
Para ver mais
- Visite a página do Trilho Geológico no facebook
- Sobre mapas de geologia, pesquisar no Google por Geoportal LNEG - com várias bases de dados online (jazigos, amostras, etc).

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Cine Teatro Pax Julia (II) - Anos 20/40 do Século XX

Cine-Teatro Pax Julia, anos 20 (século XX), término das obras na fachada principal.

«No local onde se encontra o 'Pax-Julia', existiu em antigo tempo o Hospício de Sto. António, construção gótico-manuelina, que tinha como finalidade prestar assistência religiosa às freiras do Convento da Conceição. Nesse sentido foi firmado um acordo entre a Infanta D. Beatriz e os frades Franciscanos que aí viviam.
Como consequência da extinção das ordens religiosas, em 1863 foi colocado em praça e adjudicado pelo Visconde da Corte, em representação de uma sociedade que se propunha construir um teatro.
A planta e a direcção das obras foram confiadas a José Maria de Almeida Garcia Fidé e iniciaram-se a 10 de Agosto de 1866, só terminando em 1928.
Este atraso na conclusão do edifício deveu-se a dificuldades financeiras com que se viu confrontada a Sociedade Teatral Bejense. Tal facto levou ao estabelecimento de um contrato com a firma Castelo Lopes Lda, onde esta se comprometeu a concluir as obras a troco da exploração do teatro durante dezanove anos. Este direito foi mais tarde cedido à firma bejense, Coelho Lda, que explorou o teatro até ao final do contrato.
Em 1949, devido por um lado ao estado do edifício e por outro ao facto do cinema estar a destronar o teatro, houve necessidade de adaptar as instalações. Desse projecto foi responsável o arquitecto Luís António Passanha Pereira.
A partir desta altura o Cine-Teatro foi entregue à empresa cinematográfica Sacil, de Lisboa e posteriormente à Lusomundo Lda, que obteve a maioria das acções...» (Joaquim Figueira Mestre, Beja. Olhares sobre a Cidade, CMB, 1991, p.60) 

Cine-Teatro Pax Julia, 1945.

Para ver mais clicar -> Cine-Teatro Pax Julia (Maio 2011)

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Beja fora de muralhas - 2012 - Poda de árvores

Beja, Rua de Ramalho Urtigão, Janeiro 2012, 
DZV (Departamento de Zonas Verdes da Câmara Municipal de Beja).

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Barragem de Alqueva (III) - 2012

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Paredão da barragem de Alqueva, Janeiro 2012

«As primeiras referências à necessidade de criar uma reserva de água no rio Guadiana, em pleno Alentejo, surgem há pelo menos 100 anos, embora o Projecto, enquanto Empreendimento de Fins Múltiplos, date de 1957, altura em que foi criado o Plano de Rega do Alentejo. Identificada a origem de água no Guadiana, rio internacional partilhado com Espanha, foi necessário estabelecer um acordo que regulasse a utilização deste recurso. Foi então celebrado o Convénio Internacional Luso Espanhol que veio atribuir a Portugal a exploração hidráulica do troço internacional deste rio entre as confluências do rio Caia e a da ribeira de Cuncos. Este Convénio, assinado em 1968, contemplava já a construção da barragem de Alqueva, elemento fulcral do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva.Entre avanços e recuos, fica na história a decisão governamental de 1975 de dar corpo ao Empreendimento e o início dos trabalhos em Alqueva, em 1976. As obras preliminares duraram apenas 2 anos, tempo para construir as ensecadeiras de montante e jusante; o túnel de desvio provisório do rio, de forma a permitir os trabalhos no seu leito; os acessos e infra-estruturas de apoio. O Empreendimento entrou então numa fase de avaliações e novos estudos tendo o Governo decidido retomar o Projecto em 1993. Foi então criada a Comissão Instaladora da Empresa do Alqueva que preparou e lançou os primeiros concursos públicos internacionais com vista à retoma do Empreendimento. Dois anos mais tarde, em 1995, essa Comissão deu lugar à EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, S. A., que reiniciou os trabalhos em Alqueva. Em Maio de 1998 tiveram lugar as primeiras betonagens e em Janeiro de 2002 ficou concluído o corpo principal da Barragem, o que permitiu o início do enchimento da albufeira de Alqueva a 08 de Fevereiro do mesmo ano.» (http://www.alqueva.com/historia.html)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Barragem de Alqueva (II) - 1975 - Aprovação

Imagem colorida (para facilitar a leitura) do Diário do Alentejo de 21 de Agosto de 1975.

Legenda da foto: "O aproveitamento do Alqueva (agora aprovado) destina-se essencialmente à alimentação do plano de rega do Alentejo, ao abastecimento em água das populações, à produção de energia e às industrias alentejanas, nomeadamente o complexo de Sines." (Diário do Alentejo, 21 de Agosto de 1975)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Barragem de Alqueva (I) - 1975 - Discussão do projecto

Legenda: "A barragem de Aqueva, considerada de fundamental importância para o desenvolvimento socio-económico do Alentejo, é, no entanto um empreendimento controverso a nível de economistas e políticos..." (Diário do Alentejo, 18 de Julho de 1975)