sexta-feira, 27 de abril de 2012

Feira agro-pecuária de Beja - finais dos anos 40 princípios dos anos 50 do século XX?

Embora a legenda que vinha anexa à fotografias fosse: "O presidente da república General Craveiro Lopes visita a feira agro-pecuária de Beja. Maio 1945", esta está claramente errada. Em 1945 Craveiro Lopes é apenas brigadeiro, sendo promovido a general em 1949. Só em 1951 é eleito para a Presidência da República. Fica aqui a correcção, uma vez que a foto foi publicada sem eu tivesse tido o cuidado de confirmar estes facto. Agradeço portanto o reparo de um leitor anónimo. Permanece assim a dúvida quanto à data desta fotografia, que esclarecerei o mais brevemente possível, nomeadamente confirmando em jornais da época.
 De qualquer modo, continuo a chamar a atenção para as caras dos elementos da comitiva ao olhar para o 'porquinho'. 


Fotografias de Armando Raposo.
Em finais dos anos 30, a construção do novo liceu, veio ocupar metade do recinto onde a feira de Agosto se realizava. Tal facto, acrescido pela diminuição do número de visitantes veio lançar a discussão sobre a necessidade de uma nova feira em Abril/Maio e também sobre a necessidade de uma nova localização para a mesma, uma vez que o espaço tinha ficado substancialmente reduzido. 
«Houve duas petições, dos moradores das Portas de Mértola e dos das Portas de Lisboa, os primeiros a fazerem valer o argumento da tradição para que a feira continuasse neste local, na área ainda livre, entre, entre o novo edifício e o Matadouro Municipal, os segundos a quererem que a feira se efectuasse, a partir de então, nos terrenos camarários que vão desde a Igreja de Santo André, até dentro da cidade, pelas ruas de Lisboa, do Conselheiro Menezes e Largo de Santo Amaro. No entanto, ela acabou por se descolar para nascente, afastando-se do matadouro, e dando azo a uma tendencial expansão da cidade para esses novos terrenos.»  (Constantino Piçarra e Rui Mateus, Beja. Roteiros Republicanos, Quidnovi, 2010, p.63)

Ver mais sobre a -> Feira Anual de Beja

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Passeios de Beja - 28 de Abril

«Pelas ruas de Beja venha descobrir pequenas histórias 
da cidade ao longo de vários períodos pelas 
palavras de Susana Correia.»

terça-feira, 24 de abril de 2012

Assalto ao Regimento de Infantaria 3 de Beja - 1962

Jornal Diário de Lisboa, 1 de Janeiro de 1962
«O 25 de Abril podia ter acontecido 12 anos antes. Mas um certo amadorismo, um romantismo-quixotesco, frustrou mais uma tentativa para derrubar Salazar, a última antes do 25 de Abril...» ver mais  no blogue -> Cais do Olhar.


Ver também a entrevista de José Hipólito Santos ao Diário do Alentejo sobre a publicação do seu livro A Revolta de Beja

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Beja dentro de muralhas - 1998 - Rua do Mestre Manuel

Autor: Luís Gésero.
Edição da Escola Superior de Educação de Beja, 
projecto da turma 1995-99 do curso de Educação Visual e Tecnológica.
 Postal gentilmente cedido por Sulina Guerreiro.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Cidade de Beja - 1850 - desenho de Francisco da Paula Graça

(Clicar para ver ampliado)
«Nesta panorâmica da cidade de Beja, desenhada por Francisco da Paula Graça em 1850, ainda podemos observar a urbe medieval, cercada de forte recinto amuralhado, aspecto bastante aproximado daquele que teria no século XVII, ao tempo de soror Mariana Alcoforado.
Os arrabaldes que então existiam estendiam-se para sul e sudoeste, entre as portas de Mértola e a Igreja de Santo Amaro, passando pela Capela de Santa Catarina (hoje Igreja do Carmo) e a Corredoura (actual Avenida Miguel Fernades).
Marcando a sua silhueta, torres sineiras de igrejas, conventos e capelas, monumentos que na sua grande maioria seriam parcial ou totalmente demolidas no final do século XIX, dando lugar a ruas mais desafogadas...»
Imagem e texto - Museu Regional de Beja

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Largo de Santa Maria - Abril 2012 - Estacionamento selvagem


Mal foram retirados os tapumes de obra, de parte do passeio anexo à igreja de Santa Maria, logo alguns condutores acharam que era um bom lugar para estacionar. Normalmente este estacionamento tem três carros residentes durante o dia, quatro com jeitinho...

terça-feira, 17 de abril de 2012

Beja dentro de muralhas - s.d. - Largo de Santa Maria


«A Praça antiga de Beja era o largo de Santa Maria da Feira, onde existiam os Paços do Conselho. El Rei D. Manuel porem, vendo o pouco desafougo d'esta praça, mandou construir outra, e he a actual [Praça D. Manuel, actual Praça da República]...» (José Silveste Ribeiro, Beja no Anno de 1845 ou primeiros traços estatísticos d'aquella cidade, Funchal, 1847, p.8)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Cabeça Gorda - Anos 40 / 2012 - Igreja Paroquial

Igreja Paroquial da Cabeça Gorda e sede da Junta de Frequesia, anos 40 do século XX.

Igreja Paroquial da Cabeça Gorda, Março 2012.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Amendoeira do Campo - 2012 - Nora de água

Amendoeira do Campo, 1 de Abril de 2012. 
A nora ainda é utilizada por pessoas que não têm água canalizada em casa.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Ferreira do Alentejo - 2012 - Igreja de Nossa Senhora da Conceição

Santuário de Nossa Senhora da Conceição padroeira da vila e do concelho de Ferreira do Alentejo. Nesta igreja venera-se uma pequena imagem que se diz ter sido levada na viagem de Vasco da Gama para a Índia...

Mais sobre Ferreira do Alentejo no blogue http://estradavelha.wordpress.com/tag/planicie/

terça-feira, 27 de março de 2012

Beja - s.d. - Lagares e alcaçarias

Lagares e Alcaçarias (neste caso, ao que tudo indica, significaria 'fábricas de cortumes').
Imagem dos arrabaldes de Beja, provavelmente dos princípios do século XX. 

sábado, 24 de março de 2012

quinta-feira, 15 de março de 2012

Jardim Municipal de Beja - s.d. - Coreto


«O Jardim Público ... instituído por iniciativa de um comandante do regimento, o tenente-coronel António de Oliva e Sousa, a partir da antiga cerca do Convento de S. Francisco (...) começou a ser reformulado em "passeio público" à la française apenas em 1914. Mas em 1918, num período em que já eram regulares os concertos musicais da banda militar, parecia, segundo [o jornal] O Porvir, bastante abandonado: "Parece mais uma charneca do que um jardim! Ainda agora estamos no princípio do verão e já as árvores e as flores ali agonizam com falta de água!"; e ainda se criticava o novo horário, "os concertos passaram para meio da tarde, quando está muito calor, ninguém vai". Mas o reparo teve eco e, na década de 20, o jardim foi alvo de grandes trabalhos: em Junho de 1926, foram concluídas as obras de modernização, incluindo a escadaria de acesso, calcetamento dos passeios, ligação dos talhões e construção do lago. Mas muitas destas realizações (...) foram arrasadas pelo ciclone de Fevereiro de 1941, e foi o arranjo posterior que lhe deu a traça com que chegou ao início do novo século.» (Constantino Piçarra e Rui Mateus, Beja, Roteiros Republicanos, QuidNovi, 2010, p.74)

segunda-feira, 12 de março de 2012

Beja dentro de muralhas - 1931 - Rua das Lojas


«... a Rua das Lojas. Em 1931 o [jornal] O Porvir escrevia que ela "era noutro tempo um verdadeiro empório comercial mas com a montagem de estabelecimentos nas aldeias mais importantes do concelho, foi-se reduzindo pouco a pouco o movimento da referida rua. E agora, mercê de conhecidos factores, (...) parece um ermo, quando antigamente era concorrida e animada, pois de perto de vinte estabelecimentos que possuía não restam senão meia dúzia deles, que irão desaparecendo também à medida que os seus proprietários forem falecendo, vitimados pela terrível doença da contribuiçonite, o terrível flagelo do comércio e da indústria nacionais." (referindo-se às exigências do então ministro das Finanças, Oliveira Salazar, obrigando a pagar, de imediato, ou a fecharem as portas, todas as contribuições em atraso). Mas, aparentemente, esta artéria da cidade hoje alvo de semelhante comentário, conseguiu atravessar cinco décadas do século XX mantendo a sua feição comercial. Portanto resistindo, adaptando-se.» (Constantino Piçarra e Rui Mateus, Beja, Roteiros Republicanos, QuidNovi, 2010, p.61)

sexta-feira, 9 de março de 2012

Soror Mariana Alcoforado - edição 1930


Cartas de amor ao cavalheiro de Chamily, Soror Mariana Alcoforado, 
Lisboa, Livraria Profissional, [193-]
(Clicar na imagem para ver a edição em PDF da Biblioteca Digital do Alentejo)

«Soror Mariana Alcoforado (1640-1723) nasceu, viveu e morreu em Beja. A ela são atribuídas as cartas endereçadas ao cavaleiro Chamilly, publicadas pela primeira vez em Paris com o título de Lettres Portugaises (1669), por Claude Barbin. No mesmo ano as cartas são publicadas em Colónia com o título Lettres d'amour d'une religieuse portugaise, informando que as cartas haviam sido traduzidas para o francês por Lavergne de Guilleraggues. Em 1810, Boissonade encontrou um manuscrito das cartas que atribuía a autoria das cartas a Mariana Alcoforado.
Apesar de toda a controvérsia e dúvida que envolve a autoria das cartas, a versão que se mantém é de que Soror Mariana, uma religiosa do Convento de Nossa Senhora da Conceição de Beja, se enamorou do Marquês de Chamilly (1636-1715), futuro marechal de França, aquando da sua estada em Portugal integrado nas tropas francesas que vieram ajudar na Guerra da Restauração. As cinco cartas endereçadas a este cavaleiro são de amor e suplica para que este a leve com ele para França.» (Resumo da obra - Biblioteca Digital do Alentejo)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Beja fora de muralhas - 2010 - Carroça na Ciclovia

Setembro 2010. Carroça estacionada na ciclovia de Beja junto aos hipermercados. Um molho de palha entalado nas árvores entretém o animal, enquanto os donos vão às compras.

Ver também.
- Carroça no parquímetro (Junho 2011)
- 'Engarrafamento' (Setembro 2011)

terça-feira, 6 de março de 2012

Convento da Conceição - finais do século XIX - Palácio dos Infantes (II)


Legenda: «Fachada da Igreja da Conceição e trazeiras do Palácio dos Infantes. Notar a nobre escadaria sextavado (sic.), do adro (destruída em 1893), as janelas e frestas rectangulares do corpo da Igreja e dos coros, transformadas em janelas ogivais, no decurso das obras de 1893-1896. Reparar também na forma anterior do remate da tôrre. (Fot. tirada antes das demolições iniciadas em 1893).»

Ver também:
 - Palácio dos Infantes (II)

sábado, 3 de março de 2012

Mercado de Beja - Março 2012



Um espaço onde ainda se podem comprar produtos das pequenas hortas urbanas e rurais que rodeiam a cidade de Beja. Apesar dos grandes hipermercados atraírem a maioria dos compradores com as suas facilidades de estacionamento, concentração da oferta e produtos frescos imaculados e brilhantes, falta-lhes, na maioria das vezes, o sabor, o cheiro e as histórias de quem os cultivou.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

D. Manuel Falcão - 1922-2012

«O “Bispo Vermelho”
D. Manuel Falcão, recentemente falecido, foi bispo em Beja, durante quarenta anos depois de ter sido bispo auxiliar do Patriarca de Lisboa durante oito anos. Na imprensa fez-se eco da sua acção repetindo de forma simplista o apodo que os seus inimigos lhe colaram, o de “Bispo Vermelho”. Verdadeiramente nunca o foi. O seu “curriculum” episcopal é longo e extraordinariamente fecundo. Acompanhei de longe o percurso do seu episcopado nestes quarenta e seis anos, mas recordo-o sobretudo nos primeiros quinze anos do seu sacerdócio em Lisboa.
O padre “sem teias de aranha no cérebro”, foi, para todos os que o conhecíamos, o primeiro a abrir “caminhos de modernidade” na sociologia religiosa, eliminando o “mito da cristandade” do discurso politico e religioso da época, revelando a diminuição catastrófica da frequência dos sacramentos na Diocese de Lisboa. Ajudou-nos a todos os que privávamos então com Ele a desmistificar os “horrores do socialismo” dos discursos salazarentos; nisto não foi certamente o único, mas foi a base da conduta posterior que lhe valeu o asco do conservadorismo nacional.
Lúcido, corajoso e sempre dialogante, fazendo pacientemente o seu trabalho, sem grandes alaridos, foi em primeiro lugar um extraordinário pastor de almas, mas também homem de ciência, sociólogo, jornalista, cultor do património e das artes, sempre alheio a confessionalismos estridentes e obtusos. As gerações que foram moldadas por Ele não o esquecem. Faz-nos muita falta.»  (Testemunho de José Luís de Matos, Historiador).

Sobre o trabalho de D. Manuel Falcão na conservação do património de Beja ver:


Arrabaldes de Beja - 2011 - Ramal de Moura

Ramal de Moura junto ao Bairro do Pelame, Novembro 2011.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Cine Teatro Pax Julia (III) - Anos 50/2012 - fachada Norte

Fachada Norte do Edifício do Teatro Municipal Pax Julia, Beja, Rua Conde da Boavista, anos 50 do século XX. 

Fachada Norte do Edifício do Teatro Municipal Pax Julia, Beja, Rua Conde da Boavista, Janeiro 2012.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Edifício adjacente à Igreja de Sta Maria em obras - Fevereiro 2012 - Painel de azulejos da Capela de N.Sra. do Rosário (II)

(Clicar na imagem para ver mais ampliado)

Ao fim de cerca de seis meses, as obras do edifício anexo à Igreja de Sta Maria continuam. Este edifício conhecido por 'edifício da Caixa Geral de Depósitos', da autoria do Arquitecto Pardal Monteiro, foi (re)construído no local da antiga Capela de Nossa Senhora do Rosário. Da capela original restam alguns azulejos. Antes das obras existiam dois grandes painéis de azulejos, um de cada lado de quem entrava. Em Agosto do ano passado, verificou-se que já só existia um deles (o da direita) e que o outro tinha sido removido, encontrando-se a parede picada no local.  
Esta semana, numa breve espreitadela ao local verificamos que não só o painel 'desaparecido' não foi recolocado, como a parede já foi alisada...
Onde pára este pedaço de património da cidade de Beja? Vendido a metro ou à espera de ser recolocado...?

Fevereiro 2012. Sala da entrada do edifício anexo à Igreja de Sta. Maria de Beja.

Beja dentro de muralhas - Capela de N. Sra. do Rosário contígua à Igreja de Sta. Maria (II)

 

"Antiga vista da Igreja de Santa Maria da Feira, anterior à construção de um edifício para a Caixa Geral de Depósitos. Por efeito desta infeliz edificação desapareceram o 'passo' e a Capela de Nossa Senhora do Rosário, ficando a face principal da torre oculta até cêrca de um terço da altura.
O que mostra o aspecto de uma torre de base rectangular bastante alongada é o conjunto de duas torres de base quadrada, uma adossada à outra. A da frente pertence ao município; a outra, mais antiga, de aparelho heterogéneo (silhares, alvenaria e tijolo - um daqueles com lavores visigóticos) e menos segura, é a do templo. Entre elas e a Igreja havia uma diminuta travessa, mais tarde convertida em celeiro camarário, depois em quintal e ainda depois na Igreja do Rosário, da qual o presente mau edifício da C. G. de Depósitos mantém no interior os primitivos azulejos policromos.
Em Março de 1922 correu o boato de que ia ser demolida a torre de Santa Maria, por ter sido cedida à C. G. de Depósitos a capela do Rosário com a sacristia e mais dependências - a tôrre, o 'passo', etc., mas a Câmara provou que a torre era propriedade sua no 'Tombo' dos Bens do Município, acha-se o seguinte registo:
'Torre dos sinos - Há uma torre quadrada, toda de pedraria com seu sino do Relógio que está dentro da mesma torre, no alto dele estão as armas da cidade que é a cabeça de um touro, e por cima dela estão as armas reais, tem esta torre sua serventia por uma porta que está no Terreiro de Santa Maria da parte do poente e por uma escada que está lançada no vão de outra torre mais pequena e encostada a esta em que estão os sinos da Igreja de Santa Maria e o sino de correr da cidade e a escada tem 40 degraus.'
O sino municipal que tem servido para o relógio e para os rebates de incêndio, é um raro exemplar quatrocentista..."
(Imagem e texto in: Arquivo de Beja, vol. III, fasc. I-II, 1946, p.163)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Beja dentro de muralhas - 2012 - Escavações na Rua da Moeda (II)

(Clicar para ver mais ampliado)
Fevereiro 2012, vista das escavações arqueológicas a decorrer nas traseiras dos edifícios do Conservatório Regional de Beja, das Finanças e dos Serviços Técnicos da Câmara. Para saber mais sobre este projecto consultar a página -> Arqueologia nas Cidades de Beja.

Ver ainda: