sexta-feira, 17 de agosto de 2012

terça-feira, 7 de agosto de 2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

domingo, 5 de agosto de 2012

"Etnografia do Baixo Alentejo" - 1944

 
"Cena típica, no mercado mensal de Beja"
(Fotografia de Eduardo Ferraz)
in Arquivo de Beja, vol. I, Fasc. I, Jan-Mar, 1944, p.14.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Beja fora de muralhas - Anos 40 século XX - Liceu Fialho de Almeida/ Diogo Gouveia

Imagem IGESPAR 
(na foto pode-se ainda ver o nome de Fialho de Almeida na fachada)

«Foi em 1930 que o arquiteto Luís Cristino da Silva apresentou ao Ministério da Instrução Pública o projeto do novo edifício do Liceu de Beja, numa solução que se caracteriza pelo "internacionalismo" e "funcionalismo", seguindo as normas construtivas e programáticas da escola moderna estabelecidas pelo concurso público. (MONIZ, Gonçalo Canto, 2004, pp. 72-73). 
O edifício, erigido entre 1931 e 1935, "(...) constituí veículo para a afirmação de um pioneiro modernismo que se começa a estender para além dos grandes centros urbanos." (TOSTÕES, Ana, 2004, p. 178). A planta em U dispõe os módulos construtivos de betão armado em dois grandes eixos perpendiculares assimétricos: o eixo que se desenvolve paralelo à rua, composto pelo corpo principal, um braço lateral, com corredor e ao qual se adossam espaços de recreio, e o corpo posterior, com salas de aula, o ginásio e a piscina. 
Na fachada principal destaca-se a imponência maciça do betão, rasgada por grandes vãos envidraçados, que ao permitirem a entrada de luz marcam o ritmo da frontaria. A entrada é precedida por um portão gradeado, e sobre a entrada principal o único elemento decorativo exterior, a designação do liceu em alto-relevo. A fachada posterior, marcada pela regularidade da abertura de janelas, confere sobriedade ao edifício. 
À entrada do edifício, decorando o pátio principal, sobressai o painel de azulejos fabricado na Fábrica Viúva de Lamego, pintado por Eduardo Leite, segundo um cartão de Dordio Gomes, com uma cena de cariz regionalista, na qual se representação ceifeiros alentejanos. O espaço interior é marcado por terraços de betão, que se articulam entre os diferentes edifícios, o recreio coberto, os largos corredores, as escadas amplas que interligam os três pisos, o ginásio com varandim superior. 
Inaugurado em 1936, o Liceu Nacional Diogo de Gouveia foi uma das primeiras, e mais puristas, obras do Modernismo português, destacando-se pelo despojamento ornamental aliado às formas que o uso do botão permitiu explorar e pela assimetria da planta, determinada por questões de funcionalismo prático.» 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Beja fora de muralhas - Anos 40 século XX - Estação CTT

Estação do Correios de Beja. Anos 40 século XX (imagem IGESPAR)

«Integradas numa fervorosa política construtiva de renovação que o governo de Oliveira Salazar empreendeu em relação à maior parte dos equipamentos públicos do país, as novas estações dos correios construídas ao longo das décadas de 30 e 40 foram, em grande parte, projectadas por Adelino Nunes. Após um levantamento efectuado em 1934, ficou estabelecido que o país necessitava de quatro tipologias de edifícios, consoante o fluxo e dimensão dos aglomerados populacionais. Volumetricamente solucionadas em resposta aos quatro programas, estas estações foram consideradas um exemplo da arquitectura funcional produzida no país. A diversidade dos edifícios decorre das características locais dos serviços e, sob o ponto de vista da construção, socorrem-se inúmeras vezes dos diferentes materiais empregues nas diversas regiões.» (site IGESPAR)

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terça-feira, 17 de julho de 2012

Beja fora de muralhas - 2009 - Espaço entalado entre a muralha e a Rua Capitão João Francisco de Sousa

Cabeça de touro num dos torreões da muralha que dá para as traseiras da Rua da Capitão João Francisco de Sousa. Maio 2009.

Este espaço que foi alvo de obras de recuperação durante o Programa Polis (2002/2005), encontra-se actualmente vedado. Originalmente a obra teve a intenção de unir a Rua do Sembrano a este espaço entalado entre a muralha e as traseiras da Rua Capitão João Francisco de Sousa, através de uma galeria que atravessa a muralha. O espaço foi ajardinado e a galeria recuperada. Poucos tempo depois a galeria foi encerrada por falta de condições de salubridade e segurança, voltando a tornar este espaço um beco sem saída e gradualmente votado ao abandono.

Pormenor do espaço, com a entrada da galeria ao fundo. Maio 2009.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

domingo, 8 de julho de 2012

Diário do Alentejo - Julho 2012 - Moirais do Sul

Clicar na imagem para ver a excelente reportagem fotográfica no facebook do Diário do Alentejo.

Texto Bruna Soares Fotos José Ferrolho
«Os campos maioritariamente despidos de culturas. Na estrada poucos carros ou quase nenhuns. De vez em quando lá há uns pneus que pisam o alcatrão, mas o gado que pasta parece não incomodar-se. Pouco se manifesta. Não arreda. O calor parece levantar-se do chão que se pinta de tons castanhos-claros. A pastagem está seca como o tempo seco que chegou com o fim da primavera.
A vedação de arame, segura por paus, castanhos como os torrões que os acolhem, impede que o rebanho chegue à estrada. E só os pássaros, felizes no seu voo, têm a audácia de transpô-la.
Ao longe um monte, com a cal descorada pelo tempo, e nem vivalma. Não se avista ninguém. Apenas as ovelhas que pastam indiferentes à pouca falta de movimento. Um silêncio ensurdecedor, apenas quebrado pelos chocalhos e pelo cantar das aves. 
É este o cenário que muitas vezes os pastores do Sul, ou moirais como preferem ser chamados, encontram. Mas esta vida no campo pouco já se parece com a vida de antigamente. Este acompanhar dos rebanhos em nada se assemelha a tempos antigos. O gado, agora, a bem dizer, pasta em terreno parqueado. O campo está vedado. 
Encontrámos aqueles que provavelmente serão os últimos morais do Sul, pelo menos na forma como sempre os conhecemos, encostados aos seus cajados, de samarra vestida, noite e dia a guardar o gado, dormindo ao relento. Serão estes, talvez, os últimos guardiões destas nossas, mas ainda mais suas, memórias, embora também já eles se tenham adaptado às mudanças dos tempos, como antigamente se adaptavam à mudança das estações. 
Encontrámo-los no II Encontro de Moirais do Sul, em São Pedro de Sólis, para que o ofício, para que a memória e a identidade dos guardiões dos territórios do Sul permaneça (...)» Ver mais.