sábado, 6 de outubro de 2012

4º aniversário do incêndio na Câmara de Beja - 6 Outubro 2008 (I)

Beja, 6 de Outubro de 2008. Imagem de José Espinho publicada no blogue Praça da República.

Imagem do combate ao incêndio que devastou o edifício dos Serviços Técnicos da Câmara Municipal de Beja. 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Igreja de Nossa Senhora do Pé da Cruz - 2012 - Pintura mural escondida



«Quando os trabalhos de restauro da Igreja de Nossa Senhora do Pé da Cruz, se iniciaram, ninguém poderia adivinhar a surpresa que aguardava os historiadores de arte. Por detrás de uma pintura a óleo sobre tela representando a Última Ceia, bastante danificada, estava uma pintura mural executada à base de folha de ouro fino. "Esteve escondida durante mais de 300 anos" diz José António Falcão, director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja...» (Jornal Diário de Notícias, 24 de Setembro de 2012, p.21).

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Beja fora de muralhas - 2012 - Relógio do Liceu

Setembro de 2012. Relógio do Liceu Diogo Gouveia.

Cerca de um ano e meio depois de ter sido montado, o relógio do Liceu mantém a sua 'hora oficial'

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

'Béja no anno de 1845' - José Silvestre Ribeiro

Imagem inicial do livro Béja no Anno de 1845, ou os primeiros traços estatisticos d'aquella cidade de José Silvestre Ribeiro (Funchal, Typografia de A.L. da Cunha, 1847).

«...Tem a cidade de Béja  noventa e duas rúas - vinte e nove travessas - tres becos e tres largos. Tem duas alamedas, e dous passeos - tudo de pequena extensão, e por em quanto insufficientes para o recreio do povo...» (Extracto sobre a caracterização geral da cidade, pág.7) 

domingo, 16 de setembro de 2012

A Folha de Beja - 1910 - Vitória Monárquica em Beja

Jornal A Folha de Beja, 1 de Setembro de 1910.

Vitória monárquica em Beja, com a apresentação dos candidatos vencedores, cerca de um mês antes de ser implantada a República em Portugal.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Foral Manuelino de Beja - 1510

Edição Fac-similada do Foral Manuelino de Beja, Instituto dos Arquivos Nacionais / Torre do Tombo (edição Campo das Letras, Porto, 2003). O original esteve na posse da família Brito Subtil de 1888 até 2002, altura em que foi doado ao Instituto dos Arquivos Nacionais / Torre do Tombo.

«Lendo o foral [de Beja], temos uma visão rápida e ainda assim completa da realidade e das actividades comerciais de Beja: os abastecimentos, os produtos hortícolas, os tecidos, os cabedais, as louças, a caça, o vinho, o azeite, o mel, entre outros.» (Maria José Mexia Bigotte Chorão, p.11).

«Os forais eram diplomas concedidos pelo rei e por outros senhorios laicos ou religiosos, contendo normas disciplinadoras das relações dos habitantes entre si e a identidade outorgante. Os primeiros forais foram atribuídos com o intuito depovoar e atrair mão de obra a determinados locais. As dimensões e o conteúdo dos forais eram variáveis, por eles estabeleciam-se as liberdades e garantias das pessoas e bens dos povoadores, impunham-se impostos e tributos, definiam-se as multas devidas pelos delitos e contravenções, estipulava-se o serviço militar e os encargos a privilégios dos cavaleiros-vilãos, determinava-se o aproveitamento de terrenos comuns, etc. As cartas de foral (forais) eram essencialmente normas de Direito público...» (ver mais)

sábado, 8 de setembro de 2012

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Santa Margarida do Sado - 2012 - Ponte inacabada

(Clicar para ver ampliado)
Obras da auto-estrada Beja-Sines paradas, ponte inacabada. Santa Margarida do Sado, Agosto 2012.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

sábado, 25 de agosto de 2012

Palavras Andarilhas - 2012

Clicar para ver 'Programa Improvável' deste evento dedicado aos livros, aos contos e aos contadores de histórias.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

terça-feira, 7 de agosto de 2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

domingo, 5 de agosto de 2012

"Etnografia do Baixo Alentejo" - 1944

 
"Cena típica, no mercado mensal de Beja"
(Fotografia de Eduardo Ferraz)
in Arquivo de Beja, vol. I, Fasc. I, Jan-Mar, 1944, p.14.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Beja fora de muralhas - Anos 40 século XX - Liceu Fialho de Almeida/ Diogo Gouveia

Imagem IGESPAR 
(na foto pode-se ainda ver o nome de Fialho de Almeida na fachada)

«Foi em 1930 que o arquiteto Luís Cristino da Silva apresentou ao Ministério da Instrução Pública o projeto do novo edifício do Liceu de Beja, numa solução que se caracteriza pelo "internacionalismo" e "funcionalismo", seguindo as normas construtivas e programáticas da escola moderna estabelecidas pelo concurso público. (MONIZ, Gonçalo Canto, 2004, pp. 72-73). 
O edifício, erigido entre 1931 e 1935, "(...) constituí veículo para a afirmação de um pioneiro modernismo que se começa a estender para além dos grandes centros urbanos." (TOSTÕES, Ana, 2004, p. 178). A planta em U dispõe os módulos construtivos de betão armado em dois grandes eixos perpendiculares assimétricos: o eixo que se desenvolve paralelo à rua, composto pelo corpo principal, um braço lateral, com corredor e ao qual se adossam espaços de recreio, e o corpo posterior, com salas de aula, o ginásio e a piscina. 
Na fachada principal destaca-se a imponência maciça do betão, rasgada por grandes vãos envidraçados, que ao permitirem a entrada de luz marcam o ritmo da frontaria. A entrada é precedida por um portão gradeado, e sobre a entrada principal o único elemento decorativo exterior, a designação do liceu em alto-relevo. A fachada posterior, marcada pela regularidade da abertura de janelas, confere sobriedade ao edifício. 
À entrada do edifício, decorando o pátio principal, sobressai o painel de azulejos fabricado na Fábrica Viúva de Lamego, pintado por Eduardo Leite, segundo um cartão de Dordio Gomes, com uma cena de cariz regionalista, na qual se representação ceifeiros alentejanos. O espaço interior é marcado por terraços de betão, que se articulam entre os diferentes edifícios, o recreio coberto, os largos corredores, as escadas amplas que interligam os três pisos, o ginásio com varandim superior. 
Inaugurado em 1936, o Liceu Nacional Diogo de Gouveia foi uma das primeiras, e mais puristas, obras do Modernismo português, destacando-se pelo despojamento ornamental aliado às formas que o uso do botão permitiu explorar e pela assimetria da planta, determinada por questões de funcionalismo prático.» 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Beja fora de muralhas - Anos 40 século XX - Estação CTT

Estação do Correios de Beja. Anos 40 século XX (imagem IGESPAR)

«Integradas numa fervorosa política construtiva de renovação que o governo de Oliveira Salazar empreendeu em relação à maior parte dos equipamentos públicos do país, as novas estações dos correios construídas ao longo das décadas de 30 e 40 foram, em grande parte, projectadas por Adelino Nunes. Após um levantamento efectuado em 1934, ficou estabelecido que o país necessitava de quatro tipologias de edifícios, consoante o fluxo e dimensão dos aglomerados populacionais. Volumetricamente solucionadas em resposta aos quatro programas, estas estações foram consideradas um exemplo da arquitectura funcional produzida no país. A diversidade dos edifícios decorre das características locais dos serviços e, sob o ponto de vista da construção, socorrem-se inúmeras vezes dos diferentes materiais empregues nas diversas regiões.» (site IGESPAR)

Ver mais:

terça-feira, 17 de julho de 2012

Beja fora de muralhas - 2009 - Espaço entalado entre a muralha e a Rua Capitão João Francisco de Sousa

Cabeça de touro num dos torreões da muralha que dá para as traseiras da Rua da Capitão João Francisco de Sousa. Maio 2009.

Este espaço que foi alvo de obras de recuperação durante o Programa Polis (2002/2005), encontra-se actualmente vedado. Originalmente a obra teve a intenção de unir a Rua do Sembrano a este espaço entalado entre a muralha e as traseiras da Rua Capitão João Francisco de Sousa, através de uma galeria que atravessa a muralha. O espaço foi ajardinado e a galeria recuperada. Poucos tempo depois a galeria foi encerrada por falta de condições de salubridade e segurança, voltando a tornar este espaço um beco sem saída e gradualmente votado ao abandono.

Pormenor do espaço, com a entrada da galeria ao fundo. Maio 2009.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

domingo, 8 de julho de 2012

Diário do Alentejo - Julho 2012 - Moirais do Sul

Clicar na imagem para ver a excelente reportagem fotográfica no facebook do Diário do Alentejo.

Texto Bruna Soares Fotos José Ferrolho
«Os campos maioritariamente despidos de culturas. Na estrada poucos carros ou quase nenhuns. De vez em quando lá há uns pneus que pisam o alcatrão, mas o gado que pasta parece não incomodar-se. Pouco se manifesta. Não arreda. O calor parece levantar-se do chão que se pinta de tons castanhos-claros. A pastagem está seca como o tempo seco que chegou com o fim da primavera.
A vedação de arame, segura por paus, castanhos como os torrões que os acolhem, impede que o rebanho chegue à estrada. E só os pássaros, felizes no seu voo, têm a audácia de transpô-la.
Ao longe um monte, com a cal descorada pelo tempo, e nem vivalma. Não se avista ninguém. Apenas as ovelhas que pastam indiferentes à pouca falta de movimento. Um silêncio ensurdecedor, apenas quebrado pelos chocalhos e pelo cantar das aves. 
É este o cenário que muitas vezes os pastores do Sul, ou moirais como preferem ser chamados, encontram. Mas esta vida no campo pouco já se parece com a vida de antigamente. Este acompanhar dos rebanhos em nada se assemelha a tempos antigos. O gado, agora, a bem dizer, pasta em terreno parqueado. O campo está vedado. 
Encontrámos aqueles que provavelmente serão os últimos morais do Sul, pelo menos na forma como sempre os conhecemos, encostados aos seus cajados, de samarra vestida, noite e dia a guardar o gado, dormindo ao relento. Serão estes, talvez, os últimos guardiões destas nossas, mas ainda mais suas, memórias, embora também já eles se tenham adaptado às mudanças dos tempos, como antigamente se adaptavam à mudança das estações. 
Encontrámo-los no II Encontro de Moirais do Sul, em São Pedro de Sólis, para que o ofício, para que a memória e a identidade dos guardiões dos territórios do Sul permaneça (...)» Ver mais.

sábado, 7 de julho de 2012

Beja fora de muralhas - finais do século XX/ 2012 - Convento de S. Francisco (II)


Imagens do claustro do Convento de S. Francisco antes das obras para o converter numa pousada, 
 nos início dos anos 90 (imagens IGESPAR)


Imagens do claustro da actual pousada de S. Francisco, Julho 2012.

No seguimento da extinção das ordens religiosas «o convento foi secularizado no dia 6 de Setembro de 1852.
Algum tempo depois é adaptado a quartel. Todo o velho mosteiro é a pouco e pouco tomado de assalto. A história do convento e a sua memória são subvertidas. Uma outra lógica, menos contemplativa e mais prática, transforma a Capela dos Túmulos em palheiro, destrói a Capela dos Ossos (idêntica à de Évora) pinta frescos, arranca azulejos, abre portas, divide espaços, etc.
Ainda assim nos poderemos dar por felizes, pois caso contrário, do convento de S. Francisco apenas existiriam hoje alguma fotografias do fim do século passado, à semelhança do que acontece com os restantes conventos da cidade.» (Joaquim Figueira Mestre, Beja. Olhares Sobre a Cidade, Beja, CMB, 1991, p.109)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Beja fora de muralhas - 2012 - Convento de S. Francisco (I)

Fachada do antigo Convento de S. Francisco, actual Pousada de S. Francisco, Julho 2012.

«Foi o primeiro convento a ser construído nas terras recém-conquistadas aos árabes, constituindo uma lança cristã cravada num Sul fortemente islamizado.
O facto de se localizar fora da cintura de muralhas e defronte das principais portas de entrada na cidade - as Portas de Mértola - dava-lhe um ar de bastião avançado do cristianismo e, simultaneamente, contribui para que à sua volta se tenha estruturado um populoso bairro de artífices, conhecido por Arrabalde de S. Francisco.
Segundo consta, foi fundado em 1268 pelo alcaide-mor de Beja, Lopo Esteves e pelos vereadores, Diogo Fernandes Esteves e Vasco Martins.
Em 1271, D. Afonso III, atendendo à importância estratégica e religiosa do convento, deixou-lhe em testamento uma esmola.
A este convento anda igualmente ligado o nome de um outro monarca - D. Dinis - que, no cumprimento de uma promessa, mandou erguer no local onde se encontra hoje a Capela dos Túmulos, um pequeno templo sob a invocação de S. Luís, Bispo de Tolosa. (...)
 Os frades de S. Francisco constituíam uma comunidade poderosa, com grande peso na vida da cidade, não se coibindo em alturas cruciais de pegarem em armas na defesa de Beja e dos seus habitantes.
Com efeito, são vários os exemplos desta postura por parte dos franciscanos. Dentre eles destacamos os factos ocorridos em 1808, quando as tropas napoleónicas devastavam a região e a cidade se rendia. Nessa altura coube a estes religiosos opôr uma forte resistência, transformando o convento numa autêntica fortificação, onde muitos vieram a tombar.
Alguns anos mais tarde, aquando das lutas entre miguelistas e liberais, os frades de S. Francisco, tomaram parte activa na defesa da cidade, morrendo alguns deles pela causa da liberdade. Durante anos perdurou na memória dos bejenses o dia 11 de Julho de 1833, altura em que foram presos e queimados na Praça de Beja, alguns dos principais revoltososa que se opuseram às forças miguelistas. Foram eles: Joaquim Sant'Ana, sapateiro, natural de Beja, o dr. Madeira Serpa e o frade franciscano, Joaquim Lopes Baião, a cuja morte as suas irmãs foram obrigadas a assistir.» (Joaquim Figueira Mestre, Beja. Olhares Sobre a Cidade, Beja, CMB, 1991, pp. 108-109).