Imagens dos dois maiores sinos da Torre sineira da Igreja de Santa Maria que tocam todos os dias da semana, uma vez por dia, com excepção dos domingos em que tocam duas vezes por dia.
Fevereiro 2012.
Imagem de pormenor dos suportes dos sinos.
Pode observar-se o estado de ferrugem dos suportes e a degradação das madeiras, nomeadamente no sino virado a Noroeste.
Poço de Aljustrel. Beja. Olhares sobre a Cidade (1991)
Chafariz de Aljustrel. Beja. Olhares sobre a Cidade (1991)
Chafariz de Aljustrel. Março 2011.
«Antes da construção do Bairro Alemão, o poço de Aljustrel ficava fora da cidade, no lado esquerdo da antiga estrada que ia para Aljustrel (...) A mais antiga referência ao principal poço de Beja, é um acordão camarário datado de 8 de Julho de 1589. Através desse acordão pretendeu-se evitar que os aguadeiros secassem a nascente que abastecia o poço. Diz ele: "Acórdarão e mandarão que por falta de agoa irá ao poço de Aljustrel, nenhum açacal [aguadeiro] que vende agoa irá ao poço d'Aljustrel sob pena de 500 reis". Em 1875 foi restaurado assim como o pequeno chafariz que lhe fica defronte. Este arranjo oitocentista denuncia nos seus elementos decorativos um revivalismo renascentista tão ao gosto do século XIX (...) O chafariz tem na cabeceira uma máscara, possivelmente de um deus alusivo à água, ladeada por vasos em baixo relevo, sobre pedestais. Acerca do poço de Aljustrel, dizia-se que antigamente as bruxas e os lobisomens se reuniam à meia-noite à sua volta e bailavam até de manhã. O jornal 'O Bejense' de 1872, fala-nos de um cristão-novo que confessou ter ido sobre um bode esperar o Messias ao poço de Aljustrel.» (Joaquim Figueira Mestre, Beja. Olhares sobre a cidade, Câmara Municipal de Beja, 1991, p.127).
«No topo Noroeste da Praça [da República] ergue-se a Igreja da Misericórdia, classificada como Monumento Nacional. Mandada edificar no século XVI pelo infante D. Luís irmão de D. João III, destinava-se a albergar os açougues municipais. A obra revestiu-se, porém, de uma tal qualidade e beleza que o próprio infante propôs às entidades municipais a sua utilização para fins religiosos. Trata-se de um edifício de planta quadrangular, com abóbadas suportadas por colunas encimadas por capitéis finamente trabalhados e paramento exterior em pedra golpeada e almofadada. Segundo Dagoberto Markl, constitui "talvez o mais notável exemplar do Renascimento de feição regionalista" do nosso país.» (Susana Correia, Beja. Caminhos de Futuro, BejaPolis, Beja, 2005, p.36)
(Para saber mais sobre a Igreja da Misericórdia consultar, por exemplo, a página do IGESPAR)
"CANTA-ME UM CONTO" - Teatro Musical para a Infância regressa à Biblioteca Municipal de Almodôvar Sessão para escolas: 14h15 Sessão para público familiar: 18h00
«Quando os trabalhos de restauro da Igreja de Nossa Senhora do Pé da Cruz, se iniciaram, ninguém poderia adivinhar a surpresa que aguardava os historiadores de arte. Por detrás de uma pintura a óleo sobre tela representando a Última Ceia, bastante danificada, estava uma pintura mural executada à base de folha de ouro fino. "Esteve escondida durante mais de 300 anos" diz José António Falcão, director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja...» (Jornal Diário de Notícias, 24 de Setembro de 2012, p.21).